A importância da desinfecção do efluente na saída de uma ETE (Estação de tratamento de Esgoto)

Hoje vamos falar sobre a cloração no tratamento de efluentes. Uma das maiores preocupações que vem ganhando cada vez mais evidência nos tempos atuais é a desinfecção dos efluentes sanitários na saída das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s).

Além da questão envolvendo a poluição das fontes de utilização e abastecimento de água para uso humano, também existe o risco de contaminação. Isso porque os esgotos contêm micro-organismos responsáveis por uma série de doenças infecciosas.

Assim grande parte das estações de esgoto no Brasil não existe nenhum tipo de tratamento para desinfecção do esgoto. A única exceção é São Paulo, que tem uma legislação específica. Isso faz com que os dejetos oriundos de lá sejam depositados diretamente no oceano ou nos rios. Segundo os dados mais recentes sobre o tema, de 2020, apenas 46% dos esgotos gerados nos país são tratados.

Além disso, é importante mencionar que nem sempre os processos convencionais de tratamento de esgotos são suficientes para dar conta da eliminação dos micro-organismos patogênicos geradores de contaminação. Assim, é inegável a importância dos agentes públicos e privados responsáveis em implantar mecanismos eficazes de desinfecção do efluente na saída das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em todo o país.

Nos períodos mais recentes, a cloração no tratamento de efluentes tem tido destaque. O cloro é o desinfetante mais amplamente utilizado no mundo todo. Isso, aliás, resultou em melhorias significativas no atendimento sanitário em alguns países desenvolvidos no mundo.

Neste artigo você vai acompanhar como funciona o processo de desinfecção das ETE’s. Veja também os equipamentos que podem ser instalados para que se tenha o máximo de qualidade nesse aspecto. Confira as seis principais etapas de tratamento de esgoto que são mais usadas em ETE’s no Brasil (e que contam com utilização do cloro como desinfetante):

1 – Gradeamento

É a primeira etapa do tratamento do esgoto, quando ele chega à ETE. Nessa fase, acontece a retenção dos resíduos sólidos indevidamente lançados na rede de esgoto. Isso inclui fraldas, papel higiênico, restos de alimentos e até roupas e calçados.

2 – Caixas de areia ou desarenador

Essa estrutura serve para a retenção de areia e de outros tipos de resíduos menores que passaram pela etapa do gradeamento.

3 – Reator Anaeróbio

Aqui, o efluente recolhido transita por tanques fechados na presença de bactérias anaeróbias, para degradação da matéria orgânica.

4 – Filtro Biológico Aerado 

Nessa etapa, o efluente é transportado através de filtros de brita onde acontece a injeção de oxigênio. Aqui acontece ainda o segundo passo do tratamento biológico, na presença de bactérias aeróbias.

5 – Decantação

Nesse segmento do processo, os resíduos sólidos são decantados. Isso forma o lodo que ficam no fundo do tanque e são retirados por meio de raspagem. É adicionado coagulante para remoção de nutrientes e o líquido coletado na parte superficial segue para desinfecção.

6 – Desinfecção

Por fim, na última etapa que contempla a desinfecção, é feita a adição de produto químico sanitizante ao efluente líquido. Além disso, pode ser feito o envio desse efluente a uma unidade com plantas macrófitas (aquáticas), o que também ajuda a remover os vírus, bactérias e outros micro-organismos.

 Cloração no tratamento de efluentes com sistema de dosagem cloro gás é uma alternativa viável

Com 24 anos de experiência no mercado, a Fluid Feeder oferta as mais diversas soluções no campo de tratamento de água e efluentes sanitários. Umas das principais alternativas para esse tipo de processo de desinfecção é a implantação da cloração no tratamento de efluentes.

Com esse método é possível realizar uma eliminação completa dos micro-organismos contidos na água dos esgotos que posteriormente é direcionada para os rios e mananciais. O cloro gás é uma substância amarelo-esverdeada. Mas apesar de não corrosiva em seu estado puro, se torna altamente corrosiva aos metais comuns ao ser misturada com água. E assim, forma o ácido clorídrico e o ácido hipocloroso.

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